Ingenuidade adolescente

Num país propriamente dito democrático, onde há pessoas com o direito de escolha, vou destacar neste texto alguns fatos relevantes que se tornaram irrelevantes com o pesar dos costumes de um público de grande massa e de fácil acesso: os adolescentes.

Também gostaria de ressaltar, mas sem generalizar, que o público adolescente costuma ser um público ignorante e sem muitos princípios, até pelo exagero de levarem ao pé da letra a frase “o importante é ser feliz”.

Não devemos negar o fato de que a felicidade é, direta ou indiretamente, a nossa meta de vida, mas ela costuma ser temporária e só a mantém aquele que faz por ela. O que é querido dizer aqui, é que essa fase da vida, a adolescência, é uma fase em que as pessoas (os adolescentes) tentam descobrir, a partir do linguajar, de suas atitudes e de sua aparência, quem realmente são. Não que isso seja ruim, mas a questão que realmente intriga é a falta de responsabilidade e até mesmo de personalidade e características individuais a que se submetem pela meta de conseguirem ser aceitos por uma sociedade tendenciosa adolescente.

Por serem de início ignorantes, estão aptos à manipulação, tanto para a melhora quanto para a piora de suas condutas, de seus princípios e de uma consciência mais adequada com base no bom senso, o que talvez explique os motivos que os levam a seguir seus gostos e preferências conforme o que é mostrado na mídia televisiva e informativa.

A falta de conscientização dos adolescentes não provém de algo que eles precisem passar para adquirir a tão aclamada aceitação social, mas sim de uma falta de educação mental e estrutural que deveria vir desde as suas pré-adolescências e até mesmo de suas infâncias.

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