Sonhaste acordado

Me pego, diante de pensamentos promíscuos, e logo enveredo alternativas vãs, outrora sábias, mas que, até então, tem me dado rumo certo, sem arrependimentos.

Sedento por conhecimento, às vezes, talvez não, este sou eu. Depende, é claro.

Pois há derivações que se extrapolam dentre os pensamentos mais íntimos e não decretados que se avolumam a cada novo dia que se passa entre meus neurônios, confundindo minhas sinapses, em que axônios se apaixonam por dendritos próximos e promulgam novas leis que regem novas percepções do que sou e do que penso.

Este ser fútil e recorrente à subsistência não sou eu, somos nós. Tolos donos de organismos individuais que nada são sem um organismo social, geralmente desrespeitado e incrédulo pela sociedade – aterradora de esperanças.

Creiamos na felicidade então, caros companheiros, pois com ela jaz a infelicidade, sua pródiga companheira de leito.

Felicidade… sentimento irônico já que depende diretamente da infelicidade, tal qual se correlaciona com sua irmã mais querida por todos nós, porém inatingível em certos casos – se não a maioria deles.

Pensamentos nos levam a creditar possibilidades num único sentimentos geral: a felicidade. Resolver, aplacar, combater… qualquer coisa pela felicidade.

Pensemos, então, embora descrentes, num mundo melhor.

Arquitetemos, então, embora desprovidos de matéria, um mundo melhor.

Sejamos, então, embora submetidos à sociedade, seres queredores, recorredores e ativadores de um mundo melhor.

Um mundo melhor.

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