Aceitações

Este texto nada tem a ver com nada, este texto tudo tem a ver com tudo.

Eu busco, por meio da escrita, poder me expressar, falar sobre aquilo que me intriga, que me comove e que me felicita.
Há sempre alguém que seja contra nossas ideias de melhora e contra tudo o que pretendemos para com o meio social em que vivemos. E é justamente o meio social que eu desejo criticar.

Não sei por que motivos a gente gosta de aceitar calado, sem nada fazer e sem argumentar, mesmo sabendo que o nosso argumento poderia ser relevante para dada ocasião.
Não sei se podemos fazer a diferença com breves palavras, mas sei que dependemos de palavras para poder organizar e movimentar ações.

Foi num filme de J.K Rowling que ouvi um mago velho e poético falar que ‘são as palavras que dominam o mundo’. Mas são afirmações duvidosas, pelo menos para mim. Vejo tanta gente reclamar, dar opiniões, estimar uma melhoria, colocar os argumentos em jogo… vejo tanta gente indignada com os acontecimentos à sua volta. E, também, vejo gente que aceita, assim como gente que não aceita. Pessoalmente, sou a favor daquelas pessoas que não aceitam, pois é a partir de pensamentos contraditórios que acontecem mudanças.
Aceitar não leva a nada, aceitar é simplesmente baixar a cabeça e nada fazer, mesmo que sejam necessárias ações a fim de uma busca paulatina pelas beiradas de uma melhoria inalcançável.

Há quem diga que estou me dando por rebelde e tendo atitudes revoltosas no contexto ‘cotidiano’. Sim, estou. Não costumo aceitar, praticamente nada, nesta vida que foi imposta a mim. Nasci e cresci num meio social ignorante e ainda não consigo me conformar que, mesmo tendo tudo para conseguir, continuamos aceitando.

Eu poderia mencionar situações terceiro-mundistas bem óbvias que são exemplos do que realmente somos, mas isso só acarretaria a geração de mais problemas e críticas nada construtivas, já que – provavelmente – a internet está rodeada de pessoas que visam informações rápidas e de pouco conteúdo. Ou seja: quem é que está lendo isto aqui?

Tanto faz, tanto importa. A gente tenta focar em algo, mas o algo não foca na gente.
Seria tão legal ver as pessoas buscando e correndo atrás de seus direitos – se é que os direitos que buscam existem -, mas é tão mais legal aceitar, já que a própria preguiça é super aceitável e nos traz conforto, porque o conforto que buscamos é simplesmente viver com comodidade sem precisar fazer algo.

Deixo esta breve crítica social com um último recado de alguém que admiro:

“O ser humano não quer direitos, ele quer privilégio.” (Milton santos)

Pensamentos aleatórios

Quem é suspeito para falar que nunca falou consigo mesmo?

A quantidade de memórias que nos passa pela cabeça no período de 24 horas é imensa, o tráfego de informações que nos remetem a partir de uma simples frase como um “tenha um bom dia” é simplesmente inimaginável, pois o conteúdo não está na perfeita harmonia para com a forma. Um simples ‘bom dia’ pode ter vários significados, como o estado em que o dia se encontra ou um desejo da pessoa que o falou para a pessoa que o receptou.

Na verdade, nem sei eu o que estou querendo dizer, apenas escrevendo, escrevendo e escrevendo… Pensamentos aleatórios são assim, uma hora você pensa no que pode ter ou não a ver com o momento em que você se encontra e noutra hora você pensa em coisas fora do seu mundo.

O meu mundo… o que é o meu mundo mesmo? Não sei, nunca entendi nem sequer a minha vida, mal poderia entender o meu mundo, se é que eu tenho um mundo. Mas… defina mundo (?) Seria o mundo algo planetário ou algo interno do indivíduo? Se for pesquisar em um dicionário, ou até mesmo na internet, certamente falará de algo planetário, um mundo é igual a um planeta. Mas, então, por que existem pessoas que se referem ao mundo como se fossem delas? O mundo – o planeta – é muito maior do que uma pessoa poderia se apossar. Ah, esse mundo tá perdido.

É muito paradoxo em muita frase, como posso saber o que é certo simplesmente dando uma olhada por cima? De fato, mal sei a verdade sobre o que eu aprendo nas escolas e instituições de ensino, então… como saberei? Questionando? E se nem os professores sabem a verdade, apenas aprenderam aquilo e depois foram repassando para as gerações?

Ah, esse mundo tá perdido.

Família: um fundamento necessário

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Quando falamos em família, seja qual for a ocasião, nos lembramos de nossos avós, tios, pais, irmãos, primos, sobrinhos e filhos, ou seja, lembramo-nos daquelas pessoas que, mesmo não querendo, são fundamentais para nós de qualquer maneira, tanto por atrito quanto por achego.

Conforme essas lembranças invadem nossos pensamentos, damos certo valor ao que de direito é nosso e, é claro, só é nosso por ter feito, por estar fazendo ou porque fará parte de nós. Mas, e se parássemos para nos questionar sobre a vida e colocássemos a família como base e fundamento de tudo o que somos e ainda iremos ser?

Não sei, ao certo, mas aposto que teríamos uma grande noção do quanto nossas raízes são importantes e, como diz o historiador Eduardo Bueno, parafraseando o filósofo espanhol George Santayana“Um povo que não sabe a sua história está condenado a repeti-la”. Agora, quando comparamos povo com família e história com raízes, podemos perceber e dar valor à importância do nosso conjunto familiar, entes queridos que, mesmo não tomando conhecimento de quem somos e de como agimos, levariam em conta a nossa existência, fazendo o possível para aproximarem-se de nós e nos entenderem.

Sabemos que brigas, discussões agressivas, desafetos, desrespeito e qualquer outro tipo de problema que venha a ocasionar a desunião do conjunto são ridiculamente normais, pois uma família não se trata apenas de harmonia.

Está claro que uma família tem seus defeitos e suas qualidades e, mais claro ainda, que uma família tem um poder de influência ainda maior sobre o indivíduo que está vinculado a ela, exigindo dele o que é certo ou errado, fazendo-o entender como agir e como pensar.
Pode-se dizer que há um bom senso que nos leva a crer numa melhoria do conjunto, mas que depende somente do mesmo.

Indexação da indecisão

(…)
Alice: como posso sair daqui?
Gato: depende.
Alice: Depende de quê?
Gato: depende de para onde você quer ir.
O diálogo prossegue e a garota diz que quer sair de onde está, mas não tem preferência quanto ao lugar para onde vai.
Gato: Se você não sabe aonde que ir, então é indiferente o caminho que venha a seguir.
(…)
Trecho do livro Alice no País das Maravilhas, com adaptação.

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Há pesadelos e há sonhos, tal como há fobias e há esperanças que, querendo ou não, se relacionam progressivamente com as decisões a serem tomadas, decisões que correspondem ao que somos.

Nada mais sincero que admitir os seus medos a si mesmo, um voto solidário, solitário e humanitário com a sua própria pessoa que, por confiabilidade, gera um respeito próprio e digno de um ser que se reconhece.

A indecisão não costuma ser algo ausente ou que se ausenta com facilidade e, por continuidade, não há créditos às superações das indecisões que tenhamos, tudo passa a ser uma passagem momentânea do que é implícito por nós como um desconhecimento do querer.

Assim como subentende-se, na passagem de Alice no País das Maravilhas, a indecisão que, de maneira a escolher com urgência, Alice demonstra sobre o seu querer, pode-se deduzir uma correlação dentre os parâmetros da dúvida que regem quase cem porcento, se não cem porcento, de uma sociedade qualquer, ideal ou não.
O que aqui é querido dizer se trata não somente do quão o indivíduo sofre com a indecisão, mas também de como ser considerado o fato de que escolhas são pioneiras de suas respectivas respostas e novas propostas que, por meio de uma obrigatoriedade, geram novas perguntas, novas indecisões.

O ser humano, tal como é, não dispensa recusas às suas mais-que-obrigações de que há necessidade de escolha e que, para tanto, deixa de tomar decisões e concretizar ações se acaso for explícita a não-urgência da tomada de devidas providências.
O ser humano é isso: uma pilha de casos não resolvidos aguardando e/ou buscando uma resposta..

Exílio Tecnológico

Analisando o cotidiano, é possível afirmar a dependência tecnológica dos jovens.

Destacarei alguns excessos do uso da tecnologia que trazem malefícios tanto para a pessoa humana em questão quanto para a vida à sua volta.

Em casos ditos “normais” por pesquisadores do ramo, os jovens entre doze e dezessete anos são os mais afetados pela necessidade-psicológica-tecnológica. Digo necessidade psicológica por ser algo imposto como preciso por seu encéfalo altamente desenvolvido, o que faz o adolescente pensar que deve manter contato com tal tecnologia ao menos uma vez por dia, porém é uma necessidade irreal, criada pelos costumes trabalhados ao longo de certo período.

Também há casos extremos em que, tanto adolescentes quanto adultos, passam a exilar-se do cotidiano, mantendo seu físico e psicológico centrados em uma máquina, tal como um computador pessoal. Esse tipo de doença, em seu contexto geral, gera imaturidade autônoma, o que seria brevemente descrito como o ato de não ter autonomia.
Mas em que a falta de autonomia resulta na vida desse jovem? Pois bem… imagina agora uma dependência tão grande de tecnologia na vida dese indivíduo que o faz desacreditar que simples tarefas como acordar cedo para ir ao colégio, organizar-se para o dia seguinte ou então varrer um cômodo de sua casa sejam necessárias não só para a sua responsabilidade moral como também para a sua saúde. Isso não serial legal, não é mesmo?

Pode-se facilmente concluir que o excesso tecnológico, além de criar uma espécie de habitat individual, também causa afastamento familiar e problemas de saúde.

“Não há problema sem solução”
Pois saibam que este caso não é uma exceção.

O famoso dia 13 na sexta-feira

Olá leitores.

Hoje é sexta-feira, mas não é sexta-feira 13. Triste? Na verdade… não.

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Eu estava lendo algumas coisas sobre outras coisas que sequer poderiam ter algo em comum com o aclamado e temido dia 13 na sexta-feira, e achei interessante dar uma revisadinha sobre o assunto e publicar algo relacionado aqui.

Bom, não querendo ser direto ao ponto mas já sendo, sexta-feira 13 nada tem a ver com halloween ou com fantasmas, bruxas e derivados.

Como todos que costumam acompanhar o blog sabem, eu apenas dou as minhas opiniões sobre o que foi lido e/ou estudado por mim, não sou nenhum grande pesquisador ou grande pensador a fim de lhes proporcionar conhecimento através do que aqui for postado, mas sim de criticar certas coisas e difundir opiniões, por isso comentários são sempre bem-vindos e respondidos caso haja necessidade.

Há muitas crenças e crendices que dizem respeito à sexta-feira 13, tais como Jesus ter sido perseguido por essa data por ter sido crucificado numa sexta-feira e por um dia antes ter feito uma ceia com no total 13 participantes, ele e seus discípulos.
Também há várias outras não tão famosas quanto esta recém citada, como uma história de origem nórdica onde o deus Odin realizou uma reunião com outras 12 divindades sem ter convidado Loki, deus da discórdia e do fogo, o que resultou na morte de Balder que era uma divindade importante conhecida, causando a ideia de que a reunião de 13 pessoas não terminaria bem.

Fora essas estórias, há uma outra que mais me chamou atenção.

Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, popularmente conhecida como os Cavaleiros Templários, é a que mais deu sentido à coisa para mim.

Talvez você que está lendo esta publicação agora saiba um pouco sobre eles, ou talvez não saiba, enfim… vou falar alguma coisa que extraí por aí (corrija-me se eu estiver errado).

A Ordem dos Cavaleiros Templários foi inicialmente criada por uma fraternidade secreta chamada O Priorado de Sião (ok, não é mais secreta), que foi fundada em Jerusalém no ano de 1099 por um rei francês chamado Godofredo de Bouillon, com o intuito de manter a salvo um poderoso segredo mantido por sua família desde os tempos de Cristo.
O Priorado de Sião ficou sabendo de certos documentos escondidos sob a ruína do Templo de Salomão que causariam um abalo gigantesco se divulgados e que a igreja faria de tudo para colocar as mãos neles. Logo esses documentos precisariam ser encontrados e mantidos em segredo para que a verdade nunca morresse durante as gerações, daí é que entram os Cavaleiros Templários.

Os Cavaleiros Templários tinham uma missão que os faziam seres de bem e apoiados por certo público popular, proteger os peregrinos cristãos na Terra Santa.
Mas a verdade não era essa, pois o seu verdadeiro objetivo era encontrar os documentos perdidos nas ruínas do Templo de Salomão, na Terra Santa.
Os Cavaleiros Templários residiram naquelas ruínas durante quase uma década, a fim de localizar os tão desejados documentos que eles acreditavam estar enterrados o mais fundo possível sob as ruínas, abaixo de uma câmera sagrada onde os judeus acreditavam residir o próprio Deus.

Saibam que eles encontraram algo, mas algo que até a própria história desconhece.
Eles foram de encontro ao Vaticano, na Europa, onde começaram a ficar mais e mais influentes da noite para o dia.

Lá pelo século XIV é que a tragédia que resultou na fama da Sexta-feira 13 aconteceu.
O Papa Clemente V estava indignado com tamanho poder dos templários que decidiu juntar-se ao Rei Filipe IV da França, a fim de tomar posse de seus tesouros e assumir o comando dos segredos que mantinham o Vaticano refém dos templários.
O Papa Clemente enviou uma ordem lacrada em envelopes para todos os seus soldados em toda a Europa no dia 13 de outubro de 1307, numa sexta-feira.
A Carta então afirmava que o papa havia tido uma visão de Deus afirmando que os templários eram hereges que cultivavam o amor ao demônio e ao homossexualismo, desrespeitavam a cruz e tinham outros comportamentos blasfemos.
A ordem aos soldados franceses era clara: caçar, reunir e torturar todos os templários até que confessassem seus crimes contra Deus.

Daí então vem a tão renomada Sexta-feira 13, onde inúmeros templários foram torturados, mortos e queimados na fogueira como hereges, o que fez com que essa data fosse considerada dia do azar.

Bom galera, ta aí um pouco de história que vale a pena ficar sabendo. Nunca neguem conhecimento.

Até o próximo post…
See Ya! (por que é que eu sempre escrevo isso mesmo?)

Ingenuidade adolescente

Num país propriamente dito democrático, onde há pessoas com o direito de escolha, vou destacar neste texto alguns fatos relevantes que se tornaram irrelevantes com o pesar dos costumes de um público de grande massa e de fácil acesso: os adolescentes.

Também gostaria de ressaltar, mas sem generalizar, que o público adolescente costuma ser um público ignorante e sem muitos princípios, até pelo exagero de levarem ao pé da letra a frase “o importante é ser feliz”.

Não devemos negar o fato de que a felicidade é, direta ou indiretamente, a nossa meta de vida, mas ela costuma ser temporária e só a mantém aquele que faz por ela. O que é querido dizer aqui, é que essa fase da vida, a adolescência, é uma fase em que as pessoas (os adolescentes) tentam descobrir, a partir do linguajar, de suas atitudes e de sua aparência, quem realmente são. Não que isso seja ruim, mas a questão que realmente intriga é a falta de responsabilidade e até mesmo de personalidade e características individuais a que se submetem pela meta de conseguirem ser aceitos por uma sociedade tendenciosa adolescente.

Por serem de início ignorantes, estão aptos à manipulação, tanto para a melhora quanto para a piora de suas condutas, de seus princípios e de uma consciência mais adequada com base no bom senso, o que talvez explique os motivos que os levam a seguir seus gostos e preferências conforme o que é mostrado na mídia televisiva e informativa.

A falta de conscientização dos adolescentes não provém de algo que eles precisem passar para adquirir a tão aclamada aceitação social, mas sim de uma falta de educação mental e estrutural que deveria vir desde as suas pré-adolescências e até mesmo de suas infâncias.