Sonhaste acordado

Me pego, diante de pensamentos promíscuos, e logo enveredo alternativas vãs, outrora sábias, mas que, até então, tem me dado rumo certo, sem arrependimentos.

Sedento por conhecimento, às vezes, talvez não, este sou eu. Depende, é claro.

Pois há derivações que se extrapolam dentre os pensamentos mais íntimos e não decretados que se avolumam a cada novo dia que se passa entre meus neurônios, confundindo minhas sinapses, em que axônios se apaixonam por dendritos próximos e promulgam novas leis que regem novas percepções do que sou e do que penso.

Este ser fútil e recorrente à subsistência não sou eu, somos nós. Tolos donos de organismos individuais que nada são sem um organismo social, geralmente desrespeitado e incrédulo pela sociedade – aterradora de esperanças.

Creiamos na felicidade então, caros companheiros, pois com ela jaz a infelicidade, sua pródiga companheira de leito.

Felicidade… sentimento irônico já que depende diretamente da infelicidade, tal qual se correlaciona com sua irmã mais querida por todos nós, porém inatingível em certos casos – se não a maioria deles.

Pensamentos nos levam a creditar possibilidades num único sentimentos geral: a felicidade. Resolver, aplacar, combater… qualquer coisa pela felicidade.

Pensemos, então, embora descrentes, num mundo melhor.

Arquitetemos, então, embora desprovidos de matéria, um mundo melhor.

Sejamos, então, embora submetidos à sociedade, seres queredores, recorredores e ativadores de um mundo melhor.

Um mundo melhor.

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Aquelas conversas

[15:31:46] @alysouza: Tu é uma deusa do século XXI, ou ao menos uma filha de uma.
[15:31:57] @alysouza: Hmm, filha de Vênus, a deusa do amor da mitologia greco-romana.
[15:31:58] @alysouza: É…
[15:32:23] @alysouza: E o filho preferido de Vênus, filho também de Marte, deus da guerra, é o amável Cupido.
[15:33:12] @alysouza: Certamente Cupido, teu irmão e filho de Vênus, assim como tu és dela filha também, foi mandado por sua mãe para que me alvejasse com uma de suas flechas escarlates.
[15:33:21] @alysouza: Só isso explica tanta paixão por ti.
[15:33:39] @alysouza: É. Ele me dardejou e fez com que meu coração palpitasse por sua irmã, tu.
[15:34:27] @alysouza: Filha de Vênus, irmã de Cupido. Só isso explica a tua inconstante beleza, por ser fruto da deusa do amor e das aparências mais belas.
[15:35:07] @alysouza: E, irmã de Cupido, o que pode explicar eventualmente a paixão que decorre de ti para dentro de mim, culpado ele pelos dardos flamejantes de amor lançados em meu peito no dia 22/12/2011
[15:35:33] @alysouza: Vou escrever um livro falando sobre isso.
[15:35:41] @alysouza: Direi que conheci uma filha de Vênus.
[15:36:23] @alysouza: Direi, também, que seu irmão se sobrepujou acima de mim para dar ocorrência a seus planos maléficos e justos: me fazer ser teu servo leal.

Algo a dizer?

Quem é que tem algo a dizer além de todo mundo?

A gente se faz de inocente sendo que de inocente só temos a falta de culpa por ter nascido; Pecado capital.

Vivemos negando nossa culpas e culpando coisas que nada tem a ver com a gente, ou tudo a ver, depende do contexto e do ponto de vista.
Como é bom criticar, não é mesmo?

Claro, aliás… falar dos outros têm sido um dos maiores prazeres do brasileiro. Não sei como funciona do Brasil a fora, mas do Brasil a dentro, creio eu, sei um bocado; Bocado este que diz respeito a mim, a você e a eles, que são nós – brasileiros.

Criticar certamente é uma maneira apropriada para que se obtenha o reconhecimento imediato de superioridade, mesmo que seja uma sensação falsa e obtusa; Tão falsa que muitas vezes deixa de valer o argumento; Tão obtusa que geralmente perece de conhecimento.

Mas seria eu mais um crítico que critica a própria crítica?
Talvez.
Depende do contexto.

Correr atrás de quem foge, é cansativo.
Insistir em algo que não querem, é perca de tempo.
Sorrir em meio a tanta tristeza, é ser forte.
Dar amor a quem não merece, é desperdício.
Ouvir a música favorita e não pensar em alguém, é anormal.
Acreditar em amor vitalício, é ter esperança.
Esperar por alguém que não te espera, é lamentável.
Ajudar sem pensar em algo em troca, é ética.
Falar sem medir as palavras, é estupidez.
Precisar de alguém, é necessário.
Planejar um futuro com alguém, é incerto.
Ter noites de insônia é amor, ou falta disso.
Passar o dia pensando em alguém que te ignora, é inútil.
Dar mais oportunidades por alto grau de sentimento, é vulnerabilidade.
Cair para depois se levantar, é aprender.
Agarrar oportunidades sem ter medo de errar, é confiança.
Dar-se o trabalho de arrancar sorrisos alheios sabendo que não terá recompensa, é altruísmo.
Acreditar que tudo vá melhorar, é ter fé.
Viver apesar de todas essas coisas, é ser otimista.

http://levominhavidaassim.tumblr.com/post/35151264181/correr-atras-de-quem-foge-e-cansativo-insistir

Sei lá

Sei lá, sei lá.
Não sei mesmo.

Quem é que sabe?
Serei eu suspeito para falar?

Não sei.

Há tanto pra saber, nem assim consigo me preocupar.
Não sou único.
Quem é que se preocupa, afinal?

Talvez, daqui a um milênio ou dois, a gente se diga gente consciente, e faça valer o esforço das palavras.
Talvez.

Quem é que sabe?
Eu sei? Não. Ou sei?

Indago-me se sei e chego a conclusão de que não sei.

Já dizia um velho amigo meu, amigo teu, amigo dele, amigo nosso, amigo vosso, amigo deles…
“Só sei que nada sei”.

E eu não sei mesmo.
Sei de nada.

Porém… eu sei. Sei que não sei.
Então sei de tudo, ou não?

Por que me escondo atrás do que finjo saber e do que finjo ser, sendo que nada sei, nem sobre meu ser?
Sei lá.

Talvez eu saiba que saber não me levará a nada, ou simplesmente também saiba que eu não sei de nada, logo nem sei do que estou falando e nada posso afirmar.

Sei lá.