Um Brasil acostumado

Prezo uma mudança, mesmo que vagarosa, a partir de cada um de nós.

Quando discutimos sobre algum assunto relacionado ao mau desenvolvimento de tais lugares no mundo, lembramos do Brasil. Isso não se deve simplesmente ao fato de que sejamos um país emergente mas, também por pensarmos em nós como indivíduos, e não como uma população. Portanto, é esperado que, com esta proposta de reconhecimento nacional, você possa ter acesso a uma mente mais flexível sobre o que acontece à sua volta, mas não ao seu lado.

A miséria está relacionada diretamente a muitos brasileiros, em forma de pobreza, saneamento básico rudimentar, desemprego constante, baixa escolaridade formacional e fome, como alguns exemplos. Mas, acima de tudo, a miséria também se correlaciona a cada um de nós, mesmo que não percebamos.

Neste país onde nos dizemos democratas e agimos como máquinas capitalistas, deixamos nossos direitos de lado e focamos mais em nossos deveres; Tudo por medo do sistema, medo de deixarmos de ser normais, medo de seguir aquele paradigma imposto pela sociedade; Medo de sermos rejeitados por pensarmos diferente. E a miséria nada mais é que essa angústia de querer mudar positivamente e não podermos, pois nos sentimos privados de tal direito – mesmo reconhecendo ele.
Não sei como é viver em um lugar onde me falte água, comida ou conforto necessário para viver dignamente bem, mas sei como é viver sendo vítima de uma padronização nacional que me faz pagar o dobro do valor necessário em impostos para ter o direito de andar em ruas sem pavimento ou até mesmo esburacadas.

A partir do momento em que você se reconhece como cidadão brasileiro, você chega a uma conclusão simplória e de senso comum: o governo deveria empregar o dinheiro no conjunto… mas não! Ele desvia para o bolso de indivíduos que, não sei por quais motivos, ainda continuam eleitos em mais altos cargos representativos deste país.

Sonhaste acordado

Me pego, diante de pensamentos promíscuos, e logo enveredo alternativas vãs, outrora sábias, mas que, até então, tem me dado rumo certo, sem arrependimentos.

Sedento por conhecimento, às vezes, talvez não, este sou eu. Depende, é claro.

Pois há derivações que se extrapolam dentre os pensamentos mais íntimos e não decretados que se avolumam a cada novo dia que se passa entre meus neurônios, confundindo minhas sinapses, em que axônios se apaixonam por dendritos próximos e promulgam novas leis que regem novas percepções do que sou e do que penso.

Este ser fútil e recorrente à subsistência não sou eu, somos nós. Tolos donos de organismos individuais que nada são sem um organismo social, geralmente desrespeitado e incrédulo pela sociedade – aterradora de esperanças.

Creiamos na felicidade então, caros companheiros, pois com ela jaz a infelicidade, sua pródiga companheira de leito.

Felicidade… sentimento irônico já que depende diretamente da infelicidade, tal qual se correlaciona com sua irmã mais querida por todos nós, porém inatingível em certos casos – se não a maioria deles.

Pensamentos nos levam a creditar possibilidades num único sentimentos geral: a felicidade. Resolver, aplacar, combater… qualquer coisa pela felicidade.

Pensemos, então, embora descrentes, num mundo melhor.

Arquitetemos, então, embora desprovidos de matéria, um mundo melhor.

Sejamos, então, embora submetidos à sociedade, seres queredores, recorredores e ativadores de um mundo melhor.

Um mundo melhor.

Aquelas conversas

[15:31:46] @alysouza: Tu é uma deusa do século XXI, ou ao menos uma filha de uma.
[15:31:57] @alysouza: Hmm, filha de Vênus, a deusa do amor da mitologia greco-romana.
[15:31:58] @alysouza: É…
[15:32:23] @alysouza: E o filho preferido de Vênus, filho também de Marte, deus da guerra, é o amável Cupido.
[15:33:12] @alysouza: Certamente Cupido, teu irmão e filho de Vênus, assim como tu és dela filha também, foi mandado por sua mãe para que me alvejasse com uma de suas flechas escarlates.
[15:33:21] @alysouza: Só isso explica tanta paixão por ti.
[15:33:39] @alysouza: É. Ele me dardejou e fez com que meu coração palpitasse por sua irmã, tu.
[15:34:27] @alysouza: Filha de Vênus, irmã de Cupido. Só isso explica a tua inconstante beleza, por ser fruto da deusa do amor e das aparências mais belas.
[15:35:07] @alysouza: E, irmã de Cupido, o que pode explicar eventualmente a paixão que decorre de ti para dentro de mim, culpado ele pelos dardos flamejantes de amor lançados em meu peito no dia 22/12/2011
[15:35:33] @alysouza: Vou escrever um livro falando sobre isso.
[15:35:41] @alysouza: Direi que conheci uma filha de Vênus.
[15:36:23] @alysouza: Direi, também, que seu irmão se sobrepujou acima de mim para dar ocorrência a seus planos maléficos e justos: me fazer ser teu servo leal.

Algo a dizer?

Quem é que tem algo a dizer além de todo mundo?

A gente se faz de inocente sendo que de inocente só temos a falta de culpa por ter nascido; Pecado capital.

Vivemos negando nossa culpas e culpando coisas que nada tem a ver com a gente, ou tudo a ver, depende do contexto e do ponto de vista.
Como é bom criticar, não é mesmo?

Claro, aliás… falar dos outros têm sido um dos maiores prazeres do brasileiro. Não sei como funciona do Brasil a fora, mas do Brasil a dentro, creio eu, sei um bocado; Bocado este que diz respeito a mim, a você e a eles, que são nós – brasileiros.

Criticar certamente é uma maneira apropriada para que se obtenha o reconhecimento imediato de superioridade, mesmo que seja uma sensação falsa e obtusa; Tão falsa que muitas vezes deixa de valer o argumento; Tão obtusa que geralmente perece de conhecimento.

Mas seria eu mais um crítico que critica a própria crítica?
Talvez.
Depende do contexto.

Correr atrás de quem foge, é cansativo.
Insistir em algo que não querem, é perca de tempo.
Sorrir em meio a tanta tristeza, é ser forte.
Dar amor a quem não merece, é desperdício.
Ouvir a música favorita e não pensar em alguém, é anormal.
Acreditar em amor vitalício, é ter esperança.
Esperar por alguém que não te espera, é lamentável.
Ajudar sem pensar em algo em troca, é ética.
Falar sem medir as palavras, é estupidez.
Precisar de alguém, é necessário.
Planejar um futuro com alguém, é incerto.
Ter noites de insônia é amor, ou falta disso.
Passar o dia pensando em alguém que te ignora, é inútil.
Dar mais oportunidades por alto grau de sentimento, é vulnerabilidade.
Cair para depois se levantar, é aprender.
Agarrar oportunidades sem ter medo de errar, é confiança.
Dar-se o trabalho de arrancar sorrisos alheios sabendo que não terá recompensa, é altruísmo.
Acreditar que tudo vá melhorar, é ter fé.
Viver apesar de todas essas coisas, é ser otimista.

http://levominhavidaassim.tumblr.com/post/35151264181/correr-atras-de-quem-foge-e-cansativo-insistir

Sei lá

Sei lá, sei lá.
Não sei mesmo.

Quem é que sabe?
Serei eu suspeito para falar?

Não sei.

Há tanto pra saber, nem assim consigo me preocupar.
Não sou único.
Quem é que se preocupa, afinal?

Talvez, daqui a um milênio ou dois, a gente se diga gente consciente, e faça valer o esforço das palavras.
Talvez.

Quem é que sabe?
Eu sei? Não. Ou sei?

Indago-me se sei e chego a conclusão de que não sei.

Já dizia um velho amigo meu, amigo teu, amigo dele, amigo nosso, amigo vosso, amigo deles…
“Só sei que nada sei”.

E eu não sei mesmo.
Sei de nada.

Porém… eu sei. Sei que não sei.
Então sei de tudo, ou não?

Por que me escondo atrás do que finjo saber e do que finjo ser, sendo que nada sei, nem sobre meu ser?
Sei lá.

Talvez eu saiba que saber não me levará a nada, ou simplesmente também saiba que eu não sei de nada, logo nem sei do que estou falando e nada posso afirmar.

Sei lá.

Teoria do amor

“Meu Deus, não acredito que tive um papo tão legal e construtivo com alguém que, de começo, parecia não ligar para coisas de meu interesse…”

Quem é que nunca teve essa reflexão em seu subconsciente?
Não sei. Sei que eu tive, agora, por isso escrevi.

Um papo legal é nada mais, nada menos, que uma troca de palavras entre duas ou mais pessoas que se diferenciam em argumentos mas se assemelham em assuntos.

Foi conversando que tive a incrível ideia de escrever uma coisa que acho razoavelmente lógica. Um assunto que, mesmo tendo sido abordado e reconhecido por outras pessoas (o que duvido muito), acho interessante compartilhar.

É verdade que existem pessoas que traem e pessoas que não traem seus companheiros.
O que poderia explicar tais atitudes? O que pode definir bem o que se passa pelas cabeças dessas criaturas? Teria alguma relação trair e ser traído? Por que somos paulatinamente tentados a experimentar o ‘errado’ conforme o bom senso?
São perguntas simples e que parecem ter respostas óbvias e definíveis. Porém há uma
complexidade em responder que pode acarretar opiniões diversificadas, o que, de fato,
geraria um ‘tumulto explicativo’ bem elevado, já que opiniões se confrontam diariamente
sobre qualquer coisa.

Como alguém que, mesmo amando um outro alguém, acaba por traí-lo?
Deixar os sentimentos agirem fazendo com que tomem conta das atitudes mundanas, em qualquer sentido e/ou forma, faz com que pratiquemos a traição.
Mas se deixarmos fluir todos os sentimentos momentâneos que digam respeito às nossas vontades para fora e acabarmos por controlá-los, teremos atitudes contrárias e estaremos respeitando o bom senso, o que seria o oposto do senso comum, neste caso.

O senso comum desta crítica investigativa é justamente deixar fluir as atitudes em prol das vontades, fazendo com que haja um padrão na sociedade sobre o que é “traição”.
Se traímos e somos traídos, é por que isso se tornou uma normalidade. E, sim, a traição é normal.
O que possa vir a provocar escândalo é o que estou querendo afirmar.

A traição vem acompanhada da raça humana tempo o suficiente para que eu não saiba datar com precisão. Tanto faz, tanto importa.
Especifico a traição como forma de amor. Portanto, trair não significa que você não esteja
mais ‘afim’ de outra pessoa.

Loucura? Talvez. Mas há lógica.

Traição: “(…) é o rompimento ou violação da presunção do contrato social (verdade ou da
confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais, entre organizações ou entre indivíduos e organizações.” http://pt.wikipedia.org/wiki/Trai%C3%A7%C3%A3o

Pensem comigo: há grande parte da população que sabe o que é traição, provoca a traição e é vitimizada pela traição. Seja ela em qualquer forma, desde traições que rompam acordos e pactos importantíssimos que digam respeito à centenas de milhares de pessoas, até traições em relacionamentos a dois, como o sagrado matrimônio.

Mas há também traições saudáveis, que magoam a uns e felicitam a outros.
Exagero na afirmação? É só o que parece.

Como falei há alguns parágrafos, existem meios de satisfazer a si mesmo e meios de
satisfazer seu companheiro optando pela sua vontade ou não. A dificuldade é conciliá-los.

Trair tem a ver com amor. Você ama um propósito, até que, por um acaso, você deixa de amá-lo. Logo você trai este propósito, o que faz você ser acusado como ‘traidor’. Um traidor é aquele que exclui os seus antigos votos, os seus propósitos anteriores, e que agora busca novos.

Com esse exemplo, a grande maioria das pessoas está fixada à ideia de que, para ser um traidor, você necessita deixar de amar aquilo que você traiu. Isso está errado.

A Teoria do Amor, a qual me refiro e crio com estas palavras, refere-se à traição como uma forma adequada de escolher novos caminhos que façam parte da busca pela própria felicidade.
O amor, como sabemos, gera a felicidade.
Logo, aquele que ama e acaba traindo, não necessariamente está deixando ou deixou de amar.
Há como amar e trair, e há como não amar e não trair. Tal como há como amar e não trair e há como não amar e trair.

Para trair, você necessita primeiramente da vontade de trair.
Para não trair, você necessita da força de vontade a prol do bom senso sobre a vontade de trair.

Conforme o relatado acima, uma pessoa pode muito bem trair apenas para suprir sua necessidade momentânea.
Se você não tiver a necessidade (dita como vontade), você não trairá.

Mas há a traição alheia e a traição íntima.
Uma pessoa que deixa de trair outra, negando sua vontade de trair, está traindo a si mesma.
Portanto, a não ser que não haja vontade de trair, não haverá como deixar de trair e/ou ser traído por si mesmo.

Enrolado? Claro, hipóteses são enroladas (complicadamente complexas).

A associação da Teoria do Amor ‘inventada’ aqui com a traição é mais simples do que isso.
Para que haja traição, pode haver amor – até mesmo um amor descomunal. Ao contrário do que é entendido no senso comum – em que o traidor deixa de gostar daquilo que traiu, o traidor pode continuar amando o objeto, acordo ou pessoa que traiu. Portanto, deixando de trair a si mesmo.
Trair a si mesmo é trair seus sentimentos. Preservar o que se ama sem trair, mesmo tendo a vontade, pode acabar significando que você não está traindo e está sendo portador de bom senso, mas, na verdade, você está traindo a outra pessoa que você ama: a si mesmo.

Na Teoria do amor, depende da diferença do sentimento de amor entre si mesmo com o sentimento pela pessoa que você ama, o que dirá se você vai ou não trair.
Se você ama mais a pessoa que a si mesmo, você, provavelmente, não a trairá, mesmo que sinta vontade.
Se você ama mais a si mesmo que ama a pessoa, você, provavelmente, trairá, pois reconhece suas necessidades e quer fazer o bem a si mesmo.

Para tanto, o amor caminha de mãos dadas com a traição.
Uma pessoa que afirma que você não a ama por ter traído-na, está relativamente enganada quanto à sua acusação.
Não há como saber simplesmente deduzindo se a pessoa ama, já amou ou está deixando de amar a partir do ato ocorrido, o ato da traição.

Aquele que ama a si mesmo e ama uma pessoa alheia a si mesmo, poderá traí-la.
O que definirá se o fará é se ama a si mesmo o suficiente para suprir suas necessidades mentais e/ou fisiológicas a partir de outra fonte, que não seja a pessoa amada.

Sendo direto e reto, como derivação à curto e grosso, uma pessoa que ama outra pessoa pode muito bem traí-la sem deixar de amá-la, pois também ama a si mesma e quer poder fazer bem a si mesma (transando com outra que viu e teve vontade, dado como exemplo), mas não tendo a intenção de fazer mal àquela que ama.

A explicação é lógica e faz sentido, mesmo que por hipótese e sem noções empíricas.

Bom… leitura chata é isso aí mesmo. Mas, se alguém quiser levar a sério esta hipótese, fique a vontade. Só espero receber os devidos créditos, afinal… não é fácil pensar.

Até a próxima hipótese (talvez uma continuação da Teoria do Amor).